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Ter uma crise de herpes na gravidez pode trazer algum risco para o bebê?

Redação: Herpes Sem Crise /
Atualizado em: 12 de Maio de 2021 às 12:01
Colaboraram neste conteúdo: Dra. Anália Luiza Porto Viana, Dermatologista | CRM 52906654
Ter uma crise de herpes na gravidez pode trazer algum risco para o bebê?

Durante a gravidez e amamentação pode ocorrer a transmissão do vírus do herpes para o feto ou recém-nascido de algumas formas: 

  • Se a mãe tem uma infecção genital ativa, pode transmitir o vírus durante a passagem do feto pela vagina no parto normal ou, de forma mais rara, pela placenta. O risco de infecção varia de 33% a 55% após o parto vaginal quando é a primeira infecção da mãe e entre 3% e 5% na infecção materna recorrente. A infecção neonatal é muito grave e necessita de internação hospitalar para o tratamento intravenoso com medicações antivirais específicas;
  • Se a mãe ou o pai possuírem infecções do herpes na boca, nas mãos ou a mãe nos mamilos, o recém-nascido pode ser infectado pelo contato próximo;
  • Por contato com outros portadores de feridas causadas pelo herpes.

No caso do herpes oral, há o risco de transmissão para o bebê mesmo sem feridas aparentes, como acontece com os adultos. Bebês de grávidas que tiveram sua primeira infecção durante a gestação ou que não foram infectadas pelo herpes têm mais risco, pois elas não têm anticorpos a serem transmitidos para o bebê através do aleitamento.

Posso passar herpes mesmo sem ter sintomas?
Sim, o vírus do herpes pode entrar em atividade mesmo sem a presença de feridas aparentes, possibilitando a transmissão mesmo sem sintomas perceptíveis. Por isso é importante utilizar o preservativo em todas as relações sexuais, inclusive no sexo oral.

Quais as diferenças entre os vírus HSV-1 e o HSV-2?
Geralmente, o vírus HSV-1 está mais ligado a casos de infecções orais do herpes e o HSV-2 a casos de infecções genitais. A diferença é que uma infecção genital causada por herpes vírus tipo 1 tem menos chance de reativar que uma por herpes vírus 2.  Assim como uma infecção labial por herpes vírus 2 tem menos chance de reativar do que uma causada por herpes vírus 1.

É possível identificar o vírus em um exame de sangue?
Sim, existe uma sorologia anti HSV-1 e anti HSV-2, mas ela não é altamente específica, ou seja, o exame mostra se a pessoa tem imunidade a um dos vírus, mas alguém com o vírus HSV-1 pode também ter imunidade ao HSV-2 e vice-versa.  A sorologia só é útil quando o médico está em dúvida sobre o diagnóstico. O exame não é feito como rotina, pois não há uma conduta específica a ser tomada em caso de resultado positivo, já que não há um tratamento para acabar com o vírus.

Meu parceiro tem herpes e eu não, ele está me traindo?
A Sociedade Brasileira de Dermatologia estima que 99% da população brasileira adulta já adquiriu imunidade contra o herpes simplex na infância ou na adolescência, provavelmente por meio de uma infecção sem sintomas ou com um único episódio que resultou em resistência ao vírus por toda a vida. Dessa forma, ter ou não herpes não é um indício de traição. Mesmo a frequência de reativação está ligada a fatores individuais de cada organismo, como: tendência genética, situação do sistema imunológico e idade (já que as crises se tornam menos frequentes após os 35 anos). Outros fatores podem ser gatilhos para uma reativação como: exposição solar, exposição a calor ou frio, menstruação, fadiga, relação sexual, febre, uso de corticosteroides, trauma local e procedimentos estéticos que causem agressão à pele como peelings e lasers.

Herpes e HPV são a mesma coisa?
Não, apesar de ambos poderem causar lesões genitais e serem transmitidos sexualmente, o HPV e o herpes são doenças e vírus diferentes. O HPV é o papilomavírus humano e causa verrugas genitais, condiloma e verruga vulgar. Já o herpes simples é causado pelos vírus HSV-1 e HSV-2 e costuma se manifestar como feridas e pequenas bolhas cheias de líquido que secam em alguns dias. O HPV tem possibilidade de evoluir para um câncer no colo de útero, o que não acontece com o herpes.

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